A recente decisão da Justiça que determinou a retirada imediata de publicações consideradas caluniosas e difamatórias contra o deputado estadual Cristiano D’Angelo, sob pena de multa diária de até R$ 10 mil, colocou novamente em evidência a atuação de Rizânio Toya nas redes sociais.

Servidor público e investigador da Polícia Civil, Toya passou a se aventurar no ambiente digital como aprendiz de repórter e influenciador, produzindo conteúdos de viés político. O que tem chamado atenção, no entanto, é o baixo nível técnico de suas publicações, marcadas por textos improvisados, ausência de apuração jornalística rigorosa e uso de imagens sem qualquer edição ou critério profissional.

Personagem relativamente recente no cenário digital, Toya aparenta ter acreditado que as redes sociais seriam um território sem limites legais. A decisão judicial deixa claro o entendimento de que liberdade de expressão não se confunde com liberdade para acusar sem provas, especialmente quando há imputação de crimes ou ataques diretos à honra de terceiros.

Nos bastidores políticos, circulam informações de que Rizânio Toya teria pretensões eleitorais, mirando uma possível candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Influenciado por amigos próximos, teria embarcado no projeto de se posicionar como opositor à atual gestão estadual. Até o momento, porém, a estratégia não tem surtido o efeito esperado, acumulando derrotas judiciais, decisões desfavoráveis e episódios considerados vexatórios, como a recente condenação relacionada à disseminação de conteúdo classificado pela Justiça como fake news.

O caso levanta questionamentos sobre o papel que Toya pretende exercer no espaço público. A atuação nas redes sociais exige responsabilidade, técnica e compromisso com a verdade, sobretudo quando envolve figuras públicas e temas sensíveis. A Justiça, ao intervir, reforça que o ambiente digital não está acima da lei.

Fica o alerta: exercer a função policial é uma atividade que exige seriedade, ética e respeito às normas legais. Já o jornalismo mesmo no ambiente digital não é espaço para amadorismo, improviso ou ataques pessoais disfarçados de opinião.