O prefeito de Manaus, David Almeida, tentou transformar a pane da roda-gigante da Ponta Negra em um ato político ao aparecer no local alegando que estava ali para “defender a população”, mas o episódio rapidamente se tornou um dos momentos mais constrangedores de sua gestão. A plateia, formada por famílias e frequentadores da orla, reagiu com uma enxurrada de xingamentos, vaias e palavrões de baixo calão, deixando o prefeito visivelmente abalado.

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A cena ganhou contornos ainda mais tensos quando David Almeida, percebendo que a situação fugia do controle, acionou guardas municipais armados para formar uma espécie de escudo humano ao seu redor. Segundo relatos, o prefeito temeu agressões físicas, já que a insatisfação verbal se intensificava à medida que ele tentava dialogar com o público.

Encurralado e sem conseguir conter a revolta generalizada, David Almeida pegou o telefone, baixou a cabeça e deixou o local rapidamente, cercado pela escolta. A tentativa de lacrar com a presença no episódio se transformou em um símbolo de desgaste político e distanciamento entre prefeito e população, em um momento em que Manaus vive greve de professores, investigações criminais e sucessivos escândalos envolvendo a própria gestão.

O episódio da roda-gigante  chamada por críticos de “elefante branco” da Ponta Negra reforça a crescente crise de imagem do prefeito e alimenta ainda mais o debate sobre prioridades, transparência e responsabilidade pública em sua administração.