
A mais recente pesquisa do Instituto IPEN revela um cenário extremamente desfavorável ao prefeito de Manaus, David Almeida, na disputa pelo Governo do Amazonas. Nos dois cenários estimulados apresentados pelo levantamento, o nome do prefeito aparece com a maior rejeição entre todos os pré-candidatos testados.
No Cenário 1, que inclui os nomes de Omar Aziz, Tadeu Souza e Maria do Carmo, David Almeida lidera a rejeição com 30,4%, abrindo uma diferença significativa em relação ao segundo colocado, Omar Aziz, que aparece com 20,2%. Na sequência, aparecem Tadeu Souza (18,6%) e Maria do Carmo (17,7%). Outros 5,3% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes, enquanto 4,4% disseram rejeitar todos e 3,6% não souberam responder.
Já no Cenário 2, quando a disputa é apresentada sem o nome de Tadeu Souza, a situação de David Almeida se agrava ainda mais. O prefeito passa a registrar 36,1% de rejeição, ampliando sua liderança negativa no levantamento. Maria do Carmo surge em segundo lugar, com 25,5%, seguida por Omar Aziz, com 22,7%. Entre os entrevistados, 6,4% afirmaram não rejeitar nenhum candidato, 5,1% disseram rejeitar todos e 4,2% não souberam responder.
Rejeição em patamar crítico
Especialistas em análise eleitoral afirmam que rejeições acima de 30% já configuram um nível crítico para qualquer candidatura majoritária. No caso de David Almeida, alcançar 36,1% em um dos cenários indica forte desgaste político, dificuldade em ampliar alianças e elevada resistência do eleitorado, especialmente fora da capital.
A rejeição elevada também tende a dificultar o desempenho em eventual segundo turno, uma vez que impede a formação de maioria mínima necessária para virar o jogo contra adversários com rejeição menor.
Desgaste político e impacto eleitoral
O resultado da pesquisa acende um sinal vermelho para o grupo político do prefeito. A liderança isolada na rejeição aponta que, mesmo sendo um nome conhecido em todo o estado, David Almeida enfrenta resistência direta do eleitorado, o que compromete seriamente sua viabilidade numa disputa ao governo estadual.
A avaliação negativa também repercute nos bastidores políticos. Liderar rejeição não apenas afasta eleitores, como afugenta potenciais aliados, amplia o isolamento político e dificulta a construção de uma frente competitiva.
Cenário desfavorável para David Almeida
Com rejeição superior à de todos os adversários testados, o prefeito entra no radar das candidaturas com maior risco eleitoral. O número elevado sugere que seu nome, no momento, não cresce apenas pela baixa intenção de voto, mas é freado pela rejeição consolidada.
Caso deseje viabilizar uma candidatura ao Governo do Amazonas, David Almeida teria de enfrentar não apenas seus adversários, mas sobretudo a própria imagem junto ao eleitorado, que hoje representa o principal obstáculo político.








